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Apoio integral aos professores em tempos de coronavírus

Diego Amaro, mestre em História Social pela PUC/SP e especialista em Tecnologias Educacionais no segundo webinar Consórcio STHEM Brasil/Semesp: “Aprendizagem em Ambientes Virtuais”.

No último dia 27 (sexta-feira)), o Consórcio STHEM Brasil e o Semesp realizaram o segundo de uma série de oito webinares para ensinar aos professores quais as melhores tecnologias para realizar aulas remotas e superar o momento imposto pelo coronavírus. “Aprendizagem em ambientes virtuais”, com o professor Diego Amaro, mestre em História Social pela PUC/SP, coordenador do curso de História do Unisal (Lorena) e especialista em Tecnologias Educacionais do Semesp, alertou para que todos os gestores de instituições de ensino superior dêem apoio integral aos seus professores nesse momento e, os professores, aceitem a ajuda e construam uma relação próxima com seus alunos nativos virtuais.

“Esse momento exigiu de nós um processo mais rápido e dinâmico e nos pegou de surpresa. E como vamos dominar esses espaços virtuais de aprendizagem já que não é uma aula a distância que vamos dar aos nossos alunos e, sim, uma  aula remota? Sabemos que a conexão possui problemas que podem acontecer e o aluno ser prejudicado, mas precisamos abraçar esse momento e crescer com todo esse aprendizado”, disse Amaro.

E fez um alerta: “gestores precisam ser apoiadores dos professores em tempo integral e os alunos também podem colaborar com seus professores. Não podemos esquecer que os alunos são nativos virtuais e estão muito mais preparados com a tecnologia, conhecendo muitas vezes mais aplicativos do que os próprios professores”.

Segundo o especialista, “estar em meio a tantas informações o tempo todo dá uma sensação de peso, mas o período é para trabalhar colaborativamente, por meio de ferramentas oferecidas gratuitamente ou disponibilizadas nesse período em plataformas virtuais sejam pagas ou gratuitas”. Para Amaro, “se faz necessário pensar no movimento da sala de aula, na gestão do tempo, não ter medo de apertar os botões, arriscar para que haja maiores possibilidades para as aulas virtuais”, salientou.

Outro aspecto abordado pelo professor é como se faz a comunicação entre gestores, professores e alunos. “O gestor precisa ser mais flexível com o professor, que precisa ser mais flexivo e adaptável com o aluno. O professor tem de inovar, recriar, empreender, trazer maior significado para a sua aula, mas com a cooperação de seus alunos, trocando experiências e dividindo os conhecimentos nesse mundo digital, porque nem tudo vai funcionar 100% e, principalmente, dando o feed back no final”, ensinou.

Ambientes Virtuais

Os melhores ambientes virtuais propostos pelo especialista para criar as aulas foram Canvas, Blackboard, Moodle e outras opções, com a indicação de um caminho por meio do portal EduAppCenter. Entre os tipos de atividades que o professor pode realizar em sua aula remota, o especialista citou três caminhos: mapas mentais, fóruns e quizzes.

“Os mapas mentais podem ser criados pelo professor ou pelos alunos, digitalizados e enviados para a plataforma que dá a opção do material ficar oculto ou aberto a todos. Já os fóruns possibilitam colocar professor e aluno em ambientes de discussão, proporcionando aos alunos mais quietos das aulas presenciais a manifestarem suas opiniões. E os quizzes, que são eficientes questionários para verificação de aprendizagem”, orientou. A dica do quizz foi usar o Socrative, onde o professor consegue acompanhar a evolução da aprendizagem dos seus alunos.

Mas, segundo o professor Amaro, não adianta ter a tecnologia como suporte e milhões de ferramentas se o professor não tem em mente “a clareza do objetivo da aula, de como pensar conteúdos prévios para o aluno, realizar conferências e fazer explanações de conteúdos para aplicação de atividades diversificadas na hora da aula remota”.

E deu dicas importantes. “Fazer vídeos curtos, podcasts e textos é o caminho”. Para os vídeos, segundo Amaro, “os professores não precisam ficar o tempo todo falando, para não ficar cansativo, e devem ter de 5 a 10 minutos, no máximo, divididos em temas. Assim o aluno pode estudar a qualquer momento, ampliar a possibilidade de aprender a matéria em qualquer ritmo, qualquer escala, e o tema que lhe convier primeiro”.

O podcast também dever ser curto só para esclarecer pontos de textos, vídeos e ilustrações que já tenham sido enviadas previamente ao aluno. E, por fim, o professor Amaro falou da importância dos textos e indicou o Google Docs, onde pode haver a construção colaborativa dos textos entre professores e alunos; o Google Acadêmico, para maior confiabilidade nas pesquisas, além do Google Formulário e o Excel para desenvolver questionários e ter o feed back registrado em números da participação dos alunos em sala de aula.

Ele finalizou sua apresentação dando como dica o uso do PadLet, que funciona como um Mural onde podem ser colocados vídeos, fotos em formato de rede social. “Os alunos comentam com outros alunos e compartilham os conteúdos ajudando uns aos outros no aprendizado”. E lembrou ainda que o You Tube é uma ferramenta essencial e que pode ser usada com frequência para depositar vídeos já gravados.